Pra chegar longe, vá acompanhado

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Vivian Tempel Wroclawski

O que você mais deseja para o seu filho? A resposta pode variar um pouco, mas arrisco afirmar que a grande maioria deseja que cresçam felizes e saudáveis.

O conceito de felicidade pode ser diferente para cada um, o que faz um pai feliz nem sempre terá o mesmo efeito no filho. Mas a emoção que se experimenta, com nome felicidade, é universal. Será, então, que é possível identificar algo comum que traga essa sensação? Algo que mereça esforço na busca de uma vida mais plena? O que seria? Onde compra?

O estudo conduzido pela Universidade de Harvard sobre o desenvolvimento humano pode dar uma pista. Após investigar em profundidade o comportamento social, pessoal, profissional e a saúde de mais de 700 homens ao longo de 75 anos, foi possível perceber um padrão que se repetiu no grupo que chegou ao final da vida mais saudável e feliz.

O sucesso desse grupo não está pautado no dinheiro e fama, mas em algo bem mais humano, e que, na teoria, está ao alcance de todos: bons relacionamentos.

Dados do estudo mostram que a solidão é tóxica, diminui a saúde e a felicidade. E que ela pode ser sentida mesmo com um grande número de amigos, se as amizades forem superficiais. O que conta de fato é a qualidade das relações. É isso o que vai levar a uma vida mais longa, saudável e feliz. Ter boas relações, profundas e verdadeiras nos protegem. Segundo o estudo, os homens que estavam mais satisfeitos com seus relacionamentos aos 50 anos, foram os que chegaram mais saudáveis aos 80.

Cultivar boas relações, no entanto, exige esforço, entrega. Não vem de graça e quando conquistada, não está garantida, será preciso esforço permanente para se manter. Não é fácil. Mas depende quase que só da gente. Desligar os eletrônicos para estar com pessoas, procurar quem te faz bem, buscar criar laços fortes dentro da família, estar aberto a relações, saber se desculpar, ser capaz de perdoar, escutar, dialogar, são algumas das atitudes que podemos tomar para nosso próprio bem e para dar bons exemplos aos nossos filhos.

O Ted do diretor do estudo de Harvard, Robert Waldinger, traz mais detalhes sobre a metodologia e as conclusões. Assista aqui: