Artistas para inspirar seu filho

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Maria Manuela Moog

Neste mês comemoramos o Dia Internacional da Mulher. Um dia importante tanto pelo valor simbólico como político.

Pensei em prestar homenagem à alguma artista que pudesse inspirar os queridos e queridas leitores na criação de suas filhas.

Mas quem? Me perguntei. Teria tantas para escolher!

Artistas que deixaram sua marca na história por meio do seu rico legado? Tenderia aos maravilhosos clichês: Lygia Clark, Frida Kahlo, Marina Abramovic, Tarsila do Amaral, Virginia Woolf, Clarice Lispector, Jane Austen, Janis Joplin, Nina Simone, Madonna…

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Só para citar algumas…)

Talvez deveria lançar luz àquelas que tiveram seu vestígio apagado por anos de invisibilização, mas que a potência das suas obras recém desveladas é inconfundível. Você já ouviu falar de Sofonisba Anguissola, Lavinia Fontana, Abigail de Andrade, Margaret Keane, María Lejárraga, Maria Firmina dos Reis?

(Só para citar algumas…)

Ou, poderia ser mais interessante destacar as artistas contemporâneas que seguem mobilizando culturas e alargando fronteiras com seus trabalhos inconfundíveis e nos fazem lembrar que nada foi em vão: Ava DuVernay, Sofia Coppola, Viola Davis, Adriana Varejão, Rosana Paulino, Cindy Sherman, JK Rowling, Chimamanda Ngozi Adichie, Beyoncé?

(Só para citar algumas…)

Poderia me guiar por estilo, por movimento, por década, por forma.

Subversivas ou românticas?

Brasileiras ou internacionais?

Das artes plásticas ou da literatura?

Não me faltariam opções seja lá qual fosse o recorte! Há muitas mulheres incríveis que suas filhas poderiam se inspirar. Mas prefiro deixar esta busca ao gosto do freguês. Hoje nossa curiosidade está a distância de um clique. Por isso deixo apenas uma provocação:

Qual destas artistas também podem inspirar seus filhos?

por Maria Manuela Moog em colunas, Arte e Percepção.

Maria Manuela Moog é graduada em Artes Cênicas, pós-graduada em Arte e Filosofia pela PUC-Rio e atualmente cursa o Mestrado na Universidade Nova de Lisboa. Se encantou pelo universo artístico aos sete anos quando interpretou um duende na peça de teatro da escola, e desde então é uma operária da arte. Acredita que pessoas interessadas são pessoas interessantes e a melhor forma de absorver experiências é pelo afeto. Por isso, procura criar e fomentar arte em todas as esferas.