Crianças e adolescentes na internet

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Vivian Wrona Vainzof

Nessa semana estive no 2o Workshop de “Impactos da exposição de crianças e adolescentes na internet”, em São Paulo. O evento reuniu educadores, pesquisadores, psicólogos, advogados e pais interessados em debater o tema, e pudemos pensar juntos sobre a vulnerabilidade das crianças e jovens navegando na internet a nosso próprio convite. Algumas dúvidas, muito naturais a quase todos os presentes, permanecem abertas para mim, para que eu possa revisitar constantemente. Há uma idade certa para o primeiro celular? Como combinar o limite de tempo adequado para os eletrônicos? Qual o problema de crianças pequenas terem o seu perfil nas redes sociais? Qual a hora certa para conversar sobre os perigos da internet?

Outras, se escancaram na minha cara, sem constrangimento, expondo toda a minha ignorância. Quem não viveu na pele, possivelmente nem imagina até onde podem chegar os desdobramentos de um cyberbullying, de um compartilhamento de foto ou vídeo na internet, de um comentário preconceituoso.

Saí de lá certa de que há um mundo paralelo, que não vemos e mal conhecemos, onde somos tão fragilizados e, dependendo do contexto, tão indefesos.

A advogada Alessandra Borelli, moderadora do painel “Desafios violentos na rede: qual a melhor abordagem?” e diretora executiva da Nethics Educação Digital sugere que “tanto quanto divertida, a vida online traz preocupações. E conhecer as vulnerabilidades a que crianças e adolescentes estão sujeitos é fundamental para se criar mecanismos e estratégias que as mantenham mais seguras e preparadas. Como a liberdade de expressão pode violar o direito alheio? Qual a relevância de uma reputação digital saudável? E o que diz a lei sobre os ilícitos praticados na e por meio da internet? A quem recorrer? Como provar?”.

Precisamos investir em nosso papel de pais e adultos diante destes desafios que estamos vivendo como infantes, tão imaturos, tão ingênuos. É nossa responsabilidade manter-se informados acerca dos riscos do ambiente digital, e cuidar para que as crianças estejam protegidas e bem orientadas.

Quando algum aspecto da maternidade me parece ter sido superado, quando sinto que posso soltar o fio um pouquinho mais, vem a vida pra me lembrar que a próxima fase sempre será um pouquinho mais difícil. ​