Crie!

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Maria Manuela Moog

CRIAR! Já parou para pensar sobre esta palavra?

Sugiro uma espiada no dicionário. Mas já adianto aqui minhas definições preferidas:

  1. “Provocar a existência de; fazer com que alguma coisa seja construída a partir do nada: algumas religiões afirmam que Deus criou o mundo”.
  2. “Compor na mente; conceber ou inventar: o escritor criou o protagonista a partir de si mesmo.
  3. “Passar a possuir o que não se tinha a posse: criou força e bravura.”

A partir destas definições pode-se dizer que aqueles que criam são um pouco de Deus, de Escritor e de Herói.

Mas cuidado! Criar, enquanto verbo bitransitivo também pode “provocar consequências em”. Não me pergunte o que é verbo bitransitivo! Só peço cuidado para que não “crie encrenca por onde for” ou esteja atento que “o conflito pode criar uma guerra entre dois países”.

Enquanto uns criam, outros são criados e assim pode “desenvolver-se em contato com: criaram-se com os vizinhos; criou-se com vários livros.”, o que me parece muito interessante!

Em resumo da ópera, o que quero dizer com isso é que como sinônimo de criar há um bocado de coisas: estabelecer, produzir, educar, fabricar, gerar, compor, conceber, imaginar, inventar, causar, desenvolver, sustentar

Mas como antônimo de Criar só há um: destruir.

“Criatividade” não é algo específico de algumas pessoas ou artistas e sim inerente a condição humana! Criatividade é a nossa capacidade de criar. Todos nós somos seres criativos, e os momentos de crise são os que mais aguçam esta nossa capacidade!

Criar é um ato generoso. Criar é um ato que só de fazê-lo gera vida. Enquanto em atividade estaremos criando.

Por isso, crie! Crie histórias, crie espaços, crie oportunidades, crie paradoxos, crie forças, crie banalidades, crie _______!

por Maria Manuela Moog em colunas, arte e Percepção.

Maria Manuela Moog é graduada em Artes Cênicas, pós-graduada em Arte e Filosofia pela PUC-Rio e atualmente cursa o Mestrado na Universidade Nova de Lisboa. Se encantou pelo universo artístico aos sete anos quando interpretou um duende na peça de teatro da escola, e desde então é uma operária da arte. Acredita que pessoas interessadas são pessoas interessantes e a melhor forma de absorver experiências é pelo afeto. Por isso, procura criar e fomentar arte em todas as esferas.