Ilíada contada por Ruth Rocha

avatar de Luciana Pinsky
Luciana Pinsky

Bravos de um lado lutam com corajosos do outro lado. Há anos. A paz parece não ter vez. Os deuses não apenas tomam partido, como participam ativamente da guerra. Sangue dos dois lados jorram quase ininterruptamente. Seriam os homens, então, somente joguetes dos deuses? Será que na épica guerra de Troia, Ulisses, Heitor e tantos outros são meros coadjuvantes úteis? Por que Aquiles lutava tão raivosamente se sabia o seu destino? Ousaria ele tentar mudá-lo?

Quem nunca leu a Ilíada pode imaginar que ela relata a longa guerra de 10 anos entre troianos e gregos. Não é o que ocorre: ela conta apenas parte dos momentos finais, até a morte de Heitor, o grande herói troiano. E para chegar lá conhecemos um pouco os conflitos internos e os valores. Vimos o grande herói grego, Aquiles, brigar, se afastar da guerra e ainda pedir pela derrota de seus companheiros por um conflito com o rei Agamenon.

Os guerreiros, de ambos os lados, mostram que a coragem e a honra são tão importantes quanto a vitória. Conscientes do poder dos deuses, eles prestam homenagens e sacrifícios, mas não deixam nunca de lutar com todas suas forças. Saber o próprio destino não impede que se lute com toda a impetuosidade. Afinal, se homens são sempre mais fracos que deuses, ao mostrar sua determinação eles esperam ser recompensados. Senão nos momentos finais, ao menos terão orgulho de sua trajetória.

Para leitura independente a partir de 10 anos. Leitura compartilhada a partir de 8. Vale ler também Odisseia na versão de Ruth Rocha.

Ilíada contada por Ruth Rocha
Autoria: Ruth Rocha (a partir de obra atribuída a Homero)
Ilustrações: Eduardo Rocha
136 páginas
R$ 53