Imunização para infecção respiratória em bebês prematuros

Lina Brochmann

Infecção respiratória em bebês prematuros, cardiopatas ou bebês broncodisplásicos muitas vezes confundida com gripe, pode ser a causa de hospitalizações recorrentes e até mesmo ser fatal.

Disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) já há alguns anos, a partir de 2018 a imunização de bebês prematuros contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) foi também incorporada pela Agência Nacional de Saúde (ANS) e faz parte do calendário de imunizações de bebês prematuros, recomendado pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

O VSR, considerado o vírus mais malvado para os bebês de risco, ocorre o ano inteiro no Brasil mas no período de janeiro a agosto tem o seu pico de circulação – começando em janeiro pela Região Norte e terminando em agosto na Região Sul. Portanto, estamos na temporada do VSR e os bebês de risco já podem ser imunizados, isto é, antes do pico da estação.

Se você tem um bebê prematuro, cardiopata ou broncodisplásico, converse com o neonatologista ou pediatra do seu bebê!

Dr Jairo Len - acervo pessoal
Dr Jairo Len - acervo pessoal

“O VSR é conhecido de todos, pois é a principal causa de bronquiolite e, nos bebês prematuros, cardiopatas e broncodisplásicos, a bronquiolite pode ser uma doença muito grave. Pode causar também pneumonia, bronquiolite obliterante, traqueobronquite e trazer consequências respiratórias para a vida toda”, informa o pediatra Dr. Jairo Len. “Existe uma imunização disponível para estes bebês no SUS, que também é ofertada pelos planos de saúde, como cobertura obrigatória, partindo das seguintes indicações: bebês prematuros nascidos com menos de 29 semanas de idade gestacional até completarem 1 ano; bebês portadores de cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica e bebês com broncodisplasia pulmonar até os 2 anos. Trata-se de um medicamento seguro, habitualmente sem quaisquer reações ou efeitos colaterais.”

Para a prevenção da infecção pelo VSR em crianças que não fazem parte dos grupos de risco, recomendam-se práticas comuns para evitar gripes e resfriados – lavar as mãos com frequência e principalmente antes de “tocar” no bebê; usar de álcool gel, evitar contato com pessoas com sintomas respiratórios, e evitar ambientes fechados e proximidade com fumaça de cigarro.

Em caso de dúvidas, converse com o pediatra ou neonatologista que acompanha seu bebê.

(Conteúdo desenvolvido em parceria com AbbVie)