Naja de quarentena no Butantan

Vanina Pinheiro

​A cobra Naja que ficou famosa em Brasília após picar um rapaz suspeito de ser seu criador ilegal está de quarentena no Instituto Butantan em São Paulo.

A cobra viajou de Brasília à São Paulo em avião comercial e numa caixa feita sob medida para ela com boa ventilação e com espaço maior que o habitual.

Segundo veterinários, o animal estava bem agitado e já está cumprindo quarentena, uma medida necessária para assegurar a saúde dela.

A expectativa é que a cobra possa ser exposta ao público quando o instituto reabrir, explica o Diretor do Museu Biológico Giuseppe Puorto: “Nós queremos explicar a população o problema que é ter um animal exótico no país que pode colocar em risco a saúde da população.Um animal desse fugindo pode trazer problemas seríssimos. Podem trazer doenças, podem levar problemas para nossa fauna”.

Assim com a Naja, outras seis cobras vieram de Brasília, entre elas, a peçonhenta Víbora-verde-Voguel, cujo antídoto deverá ser importando pois ainda não há no país. Elas foram apreendidas numa operação que investiga o tráfico internacional desses animais. A cobra Naja é nativa da Ásia e não é encontrada na fauna brasileira. Após ficarem um período no Zoológico de Brasília, o Ibama autorizou que as cobras fossem destinadas a pesquisa no Butantan. Veja o vídeo da chegada da cobra divulgado pelo Canal no instituto no YouTube:

A Naja resgatada em Brasília, é a segunda da espécie a ser abrigada no Butantan. A primeira Naja foi encontrada em Balneário Camboriú, SC, em 2017 e trata-se de uma macho. A Naja que veio de Brasília é uma fêmea. O Instituto Butantan descarta, por enquanto, a possibilidade de haver procriação.

O diretor do Museu Biológico afirma que após a quarentena, a Naja poderá ser exposta para visitação pública, quando o Instituto voltar ao funcionamento normal.