O Diário de Anne Frank

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Luciana Pinsky

Diários são escritos para serem guardados, para que possamos ler posteriormente e lembrar dos nossos tempos antigos. Mas quando um diário excede em muito a importância pessoal para dar conta de uma época, ele vira um documento relevante. Acrescente o fato dele ter sido escrito por uma adolescente que morreria vítima do nazismo e ele ganha ainda mais importância. O diário de Anne Frank, ao contrário de sua autora, sobreviveu à guerra e é um best-seller mundial. Por pouco mais de dois anos – entre 12 de junho de 1942 e 1º de agosto de 1944 – ela conta a sua rotina, seus sentimentos, seu entorno e as informações que recebe sobre a guerra. Nascida na Alemanha em 1929, Anne mudou-se com a família para Amsterdã aos 4 anos. Sua vida confortável, rodeada de amigos, vai rapidamente degringolando com a chegada dos nazistas e as restrições crescentes impostas aos judeus. Percebendo que a situação é insustentável, a família foge para um esconderijo na própria cidade e lá consegue se manter por incríveis dois anos até ser capturada pelos nazistas e mandada para campos de concentração. Tudo o que sabemos é sob o ponto de vista de Anne: da descoberta da sexualidade aos conflitos internos; da guerra às esperanças; do terror à solidariedade. É um livro difícil de ler, mas essencial para todo adolescente, que pode assim se aproximar de um tempo tão terrível da nossa história por meio da empatia com uma menina que poderia ter sido, afinal, qualquer um de nós.
(sobre o tema, recomendo também Diário de Blumka)

O Diário de Anne Frank
Editora Record
Autoria: Anne Frank
Tradução (do inglês): Alves Calado
(o livro foi escrito originalmente em holandês)
378 páginas
R$ 32,90
(a edição brochura tem 352 páginas e custa R$ 49,90)

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