QUAL TIPO DE PAI É VOCÊ? E por quê escolher?

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Maria Manuela Moog

​Qual tipo de pai é você? E por quê escolher?​

Eu tive um pai atleta! Foi ele que me ensinou a andar de bicicleta na rua, jogar frescobol na praia e fazer ski na neve! A cada aprendizado muitas brincadeiras e muito papo dez para fazer minha cabeça quando eu ralava o joelho no asfalto, levava bolada na cara ou derrapava no gelo. Diria que meu pai além de atleta era filósofo, pois sempre sabia as palavras certas na hora do choro.

Outro filósofo que gosto muito é Gilles Deleuze! Ele elucida a ideia sobre os saberes não serem compartimentados. ​Um filósofo moderno para o mundo modernoso no qual a multidisciplinaridade será cada vez mais uma realidade. Nada mais está guardado em caixinhas, arquivado em pastas etiquetadas e intocáveis. As disciplinas se misturam e logo nos tornamos mais plurais e multifacetados. Deleuze tem uma maneira bonita de dizer isto: todas as formas de saber são formas de criar. As ciências, as artes, a filosofia… Todas elas são atividades criadoras e por isto criativas!​

​Descobri estes dias um tipo de pai que incorporou muito bem esta onda. Ele diz que não é um professor ou cientistas, apenas um pai que ama descobrir e criar novas coisas com os filhos. O nome dele é Sergei, pai do Max (5 anos) e Alex (7 anos) e criou o “Dad’s Lab” (Laboratório do Papai). Um laboratório que mistura arte, ciência e qualquer outra área de criação! Sergei compartilha nas redes suas aventuras com os pequenos e oferece dicas e ideias que toda família vai amar

Pai, educador, amigo, atleta, filósofo, cientista, artista, marceneiro, eletricista, inventor de moda… e o que mais vier à cabeça!​

Afinal, quem disse que precisa ser um tipo de pai só?​

Links acessar o TheDadLab

por Maria Manuela Moog em colunas, Arte e Percepção.

Maria Manuela Moog é graduada em Artes Cênicas, pós-graduada em Arte e Filosofia pela PUC-Rio e atualmente cursa o Mestrado na Universidade Nova de Lisboa. Se encantou pelo universo artístico aos sete anos quando interpretou um duende na peça de teatro da escola, e desde então é uma operária da arte. Acredita que pessoas interessadas são pessoas interessantes e a melhor forma de absorver experiências é pelo afeto. Por isso, procura criar e fomentar arte em todas as esferas.