Matutaí: como lidar com a exposição das crianças aos eletrônicos?

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Vivian Wrona Vainzof

Nos últimos anos, muito se falou sobre o tempo certo de exposição das crianças às telas de celulares, tablets, TV, videogames. Mães e pais, aflitos, passaram a seguir cartilhas como se fossem doutrinas religiosas de princípios inquestionáveis. Outros largaram-se no fluxo da corrente e sente-se igualmente culpados por isso. Mas matutaí: a maternidade não é, acima de tudo, reflexão, ponderação, reconsideração? Diante de regras estáticas, os dogmas aprisionam e não sobra espaço para cada família existir dentro de percepções individuais.

Com isso em vista, a Academia Americana de Pediatria acaba de lançar nova diretriz, que vai de encontro aos antigos paradigmas. Ao contrário das regras anteriores, que limitam as horas e a idade das crianças no uso de cada aparelho, a orientação atual se baseia principalmente na forma como acontece a interação com os eletrônicos. E aí, o que vale mesmo é o bom senso. O diálogo, a negociação e a discussão construtiva valem muito mais que um manual de conduta. O contato em viva voz, de olho no olho, que estabelece as conexões mais intensas e profundas, com o mínimo de bits e bytes.

A observação e a sensibilidade são mais importantes do que tudo nos limites que damos aos nossos filhos.

Psicólogo especialista em criança e adolescente, Tiago Tamborini é o próximo convidado da Matutaí. Ele vai trazer esse e outros temas que esbarram na intuição materna. Não perca!

Dia 6 de junho, às 12h30, no Espaço Una.

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