É tempo de sonhar

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Maria Manuela Moog

Seu/sua filho/a ama se fantasiar? Não quer colocar o uniforme da escola para ir vestido do seu personagem favorito? A fantasia já está cheirando mal porque ela não deixa pôr para lavar? Não importa se é para o parquinho ou para o restaurante, eles escolhem a fantasia?

Que bom!

As “pessoas maduras” muitas vezes subestimam o poder da fantasia! Enquanto os adultos acreditam no que existe, as crianças existem no que acreditam!

Se fantasiar é portanto algo muito potente! A escolha da fantasia pode ajudar-nos a vislumbrar e - literalmente - viver uma outra realidade!

Embora seja muito comum os adereços de super-heróis e princesas (e não há nada de errado nisso), há também muitas outras possibilidades de mundos fantásticos que podem ser explorados com os pequenos. Para isso é importante também refletir:

O que há de fantástico em nossa realidade? Qual a realidade fantástica desejamos criar?

Uma humanidade em harmonia com a natureza?
Um mundo com mais tolerância entre povos?
Uma sociedade com mais igualdade de gênero?

Se fantasiar é imaginar uma outra verdade! É se colocar no lugar do outro! É descobrir novas possibilidades sendo você enquanto é outra pessoa!

O Carnaval é uma grande oportunidade para que crianças e adultos possam viver esta realidade fantástica em grande potência! Carnaval é o momento que o real abre espaço para a fantasia, o cotidiano é tomado pelo lúdico, a sobriedade pelo encanto. É pujante por ser uma vida inventada e celebrada em comunidade e por isso capaz de mobilizar alicerces!

“Um sonho sonhado sozinho é um sonho. Um sonho sonhado junto é realidade” - Yoko Ono.

Dica: Os artistas são mestres em explorar a realidade em uma tomada fantástica. São aqueles que enquanto adultos têm o poder mágico existir em sua fantasia. Por isso podem ser ótimas inspirações.

por Maria Manuela Moog em colunas, Arte e Percepção.

Maria Manuela Moog é graduada em Artes Cênicas, pós-graduada em Arte e Filosofia pela PUC-Rio e atualmente cursa o Mestrado na Universidade Nova de Lisboa. Se encantou pelo universo artístico aos sete anos quando interpretou um duende na peça de teatro da escola, e desde então é uma operária da arte. Acredita que pessoas interessadas são pessoas interessantes e a melhor forma de absorver experiências é pelo afeto. Por isso, procura criar e fomentar arte em todas as esferas.