O Menino e o Mundo #1 - Assim como um bom filme deve ser

Lina Brochmann

* Por Drica Lobo

A primeira vez que vi “O menino e o mundo tive vontade de levantar no cinema e bater palmas de pé. Foi no CineSesc, perto do aniversário de São Paulo, uma semana após o seu lançamento oficial no dia 17 de Janeiro. O cinema estava quase lotado e me chamou atenção o fato de ter mais adultos do que crianças numa sessão à tarde. Eu estava com 4 meninos e eles adoraram tanto quanto eu (ainda bem, não gostaria de ser a única empolgada, pensei.)

A história é simples assim :

Sofrendo a falta do pai, um menino deixa sua aldeia e descobre um mundo fantástico dominado por máquinas-bichos e estranhos seres alienígenas. Uma inusitada animação, utilizando várias técnicas artísticas, que retrata as questões do mundo moderno através do olhar de uma criança.

Porém, o filme propõe tantas descobertas sonoras e visuais que fica difícil demais ver apenas uma única vez. Por isso eu já vi três vezes e, se vocês me convidarem, eu aceito na mesma hora! Vamos?

Resolvi investigar, por partes, este trabalho feito em 4 anos e entender por que ele nos sensibiliza tanto, mesmo não sendo um filme certinho ( desses com começo , meio e fim). O que já coloca o espectador em uma relação de não subestimar a sua inteligência, coisa importante, que as crianças de hoje, ainda mais desta idade, não gostam de ser tratadas como nenéns.

Veja aqui a investigação sobre a produção do filme.

O Menino e o Mundo #2- A investigação sonora e a descoberta de um tesouro

* Drica Lobo é mãe e fotógrafa, idealizadora do Projeto Jardins da Infância, um guia singular para um tipo especial de educação.