O que aprender com as mães francêsas

Lina Brochmann

O Livro “Crianças francesas não fazem manha” (“Bringing up bebé”, no original em inglês), está na lista dos livros mais vendidos na Amazon e traz uma comparação entre a forma americana e francesa de educar filhos.

A autora Pamela Druckerman é americana, mora em Paris com o marido e quando sua primeira filha era ainda bebê percebeu o abismo cultural que tinha com suas ‘colegas’ francesas no quesito gravidez-maternidade. Se para as americanas (e na minha opinião, nós, brasileiras, nos comportamos de forma muito parecida com as norte-americanas) ter um filho significa abdicar de noites bem dormidas, de vida social, de momentos à sós com marido e amigos e do corpinho pré-gravidez.

Segundo Druckerman, na França, ou melhor dizendo, na região metropolitana de Paris, a coisa é bem diferente. A autora conta que as francesas seguem uma única filosofia para educar seus filhos: o cadre - ‘quadro’ em francês - onde as regras são rígidas e claras, as crianças sabem seus limites e aprendem a controlar suas emoções. Os pais não abrem mão de suas atividades e os bebês desde os quatro meses aprendem a dormir a noite toda (a mágica? deixar chorando).

Para Druckerman, o resultado de educar filhos ao estilo francês é “uma sociedade onde os pequenos dormem bem, saboreiam comidas gourmet e possuem pais relativamente tranquilos”. Se a ‘fórmula francesa’ é um modelo ideal para ser seguido, tenho minhas dúvidas. Me parece conveniente aos pais a curto prazo (as crianças parecem dar menos trabalho) mas talvez a longo prazo produza adultos menos descolados, com menos capacidade de improvisar, de empreender.

O livro, além de leve e divertido, provoca reflexões interessantes sobre essa inquietante missão que temos de como educar nossos filhos.

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